

Fillipe Loures
CRM-MG 55908
Médico de Família | Founder Voa Health
Acordar às 4h15 da manhã, comer, se deslocar, alongar e estar na água às 5h45. Essa era a rotina do Dr. Alexandre Frascino nos dias que antecederam sua participação no U.S. Masters Swimming Spring National Championship 2026, em Greensboro, Carolina do Norte — uma das competições de natação master mais disputadas do mundo. O mesmo profissional de 41 anos que mergulhava na piscina antes do amanhecer é cirurgião bucomaxilofacial com atuação no Hospital Sírio-Libanês e no Hospital Infantil Sabará. Não se trata de um caso raro de energia inesgotável, mas de algo mais replicável: a construção deliberada de uma rotina em que a eficiência no trabalho abre espaço para tudo o que existe fora dele.
Em entrevista ao blog da Voa, o Dr. Frascino fala sobre disciplina, documentação clínica com inteligência artificial, os limites saudáveis entre profissão e vida pessoal — e sobre o que acontece quando um profissional de saúde decide, conscientemente, não abrir mão do esporte, da pesquisa e da presença com a família. A conversa revela como ferramentas que devolvem tempo clínico mudam não apenas a produtividade, mas a qualidade de vida de quem cuida de outros. Para o Dr. Frascino, a Voa não é um recurso técnico isolado: é parte de um sistema pessoal de alta performance, construído ao longo de anos de conciliação entre cirurgias e braçadas. Confira a entrevista:
Como você percebe a questão do tempo na vida do profissional da saúde?
Ainda somos de uma geração muito focada na profissão, que dedica quase todo tempo ao trabalho, sem espaço para a vida pessoal. É um erro do nosso método de formação. Felizmente, eu pude perceber isso e busco conciliar a profissão com a natação desde a faculdade. É claro que manter uma agenda esportiva trabalhando não é fácil, então há momentos em que estou mais dedicado à profissão, outros em que consigo priorizar o esporte. Mas organizar meu tempo para fazer essa conciliação possível se tornou parte da minha identidade. Ainda que existam períodos mais difíceis, com escolhas a serem feitas, eu nunca deixei o esporte por completo, também nunca deixei a profissão.
Organizar meu tempo para fazer essa conciliação possível se tornou parte da minha identidade.
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